Quando abandonei Deus

Certo dia meio cabreiro com Deus sai de casa com ele, andei quilômetros questionando sua conduta sobre minha vida, peguei em seu braço e o puxei brabo com a situação ao qual tinha mim fardado a ter, eu como seu filho não entendia o castigo. Então discuti com meu pai soltei tuas mãos olhei piedosamente para seu rosto onde não se conseguia ver sua fisionomia pois o sol me cegava, e ali parado olhando para ele me senti abandonado, abaixei a cabeça num gesto de “estou insatisfeito com a situação“, lhe dei as costas e voltei pelo caminho pedregoso ao qual tinha vindo, não olhei por cima dos ombros, pois a raiva me dominava. Tinha andado quilômetros naquele dia, até que cheguei em casa, já tinha saudade, apesar de estar a poucas horas longe dali.

Corri, entrei em casa, pensando “Deus já deve estar aqui, mas não adianta pedir desculpas, pois não pretendo perdoa-lo”, fui logo dizendo num tom arrogante e alto: Deus escuta aqui o que vou falar, pois eu não pretendo lhe perdoar, dei uma pausa a espera de uma voz branda a mim questionar. Esperei por alguns minutos e tudo que me voltou como resposta foi meu eco dizendo que não ia perdoar.

Eu achando que meu pai ainda estaria voltando para casa decidir deitar, mas logo o sono veio e fui despertar somente no outro dia depois das nove horas.

Decidi então caminhar pela casa discutindo com Deus, soando a voz alta pra que pudesse logo retrucar “Deus, não lhe entendo como pôde, logo você, me abandonou pra nunca mais voltar“, mas outra vez apenas o eco me foi retornado e numa arrogante voz de mal educado retrucou “logo você me abandonou, pra nunca mais voltar“.

Já se passaram três dias e não entendo, meu pai não voltou, Deus estaria perdido ou quem sabe a mim pregava uma peça, andando fui logo dizendo: pai sai da onde estiver pois sei que tem me ignorado. Mas dessa vez nada soou, nem mesmo o eco.

Pensando em ter sido abandonado pelo pai fiquei brabo e gritei, Deus aparece, pois o culpado logo foi você que puniu a mim que sempre o adorei.

Passaste já uma semana e Deus não mais retornou, nem mais apareceu, então foi que eu percebi que uma enfermidade a mim atacou, começou rasteira mas logo se alastrou, então supliquei: pai aparece pois agora rogaste uma praga a mim seu filho.

Três mês já se foram, minha fala já quase não sai, deitado na cama do pai esperando ele voltar ao passar a mão debaixo do travesseiro fui sentindo um livro a palpar, puxei ao meu encontro e entusiasmos me eram brotados a ler na capa manuscrita com letras grandes quase desaparecidas “Diário de Deus”  e abaixo bem pequenininho quase impossível de ler estava um subtítulo “cuidado ao ler, pois tem o poder de lhe converter“, sem entender peguei esperando ali achar Deus, descobrir onde meu pai havia se escondido de mim.

Abri o livro diário mais para meu espanto não tinha nada somente páginas em branco, fui passando uma a uma até então que pelo meu susto algo aconteceu, tinha um texto se formando, ali naquele exato momento, como se alguém estivesse o escrevendo no momento então ao terminar logo li o texto ao qual percebi.

Levantei desesperado e fui logo me perguntando e aos prantos pedindo perdão “Deus, meu pai, me perdoa“.

Percebi que Deus não tinha se escondido de mim mas eu que estava tão cego de raiva que deixei ele ser perdido. Sai desesperado e pela cidade fui logo gritando: alguém viu meu pai, eu o abandonei, sou um filho mal criado, e logo o neguei, alguém viu Deus? – Era tudo o que eu perguntava.

Então foi aí que percebi, eu tinha perdido, abandonado meu pai, Deus.

Quase sem forças para andar e com uma das pernas a rastejar decidir logo no caminho voltar, irei procurar Deus a onde o abandonei.

Foi então que percebi que o caminho longo era cheio de pedras e espinhos, como eu um pobre filho mal criado com uma das pernas a rastejar irei chegar ao encontro de Deus?

Respirei fundo e fui, um caminho de apenas algumas horas tinha se tornado uma jornada de dias que se intercederam por fome, sede e cansaço, um caminho que vi que eu não mais podia. Deitei sobre as pedras e pro céu olhei, clamei a meu pai.

E algo aconteceu, Ele logo apareceu.

Com as pernas rasgadas pelas pedras e com o cansaço a mim dominar achei que era apenas ilusão, então foi quando percebi que uma mão a mim era estendida, era a mão de Deus meu pai dizendo que consegui.

Ao olhar para Deus meu pai não resistir o abracei e logo chorei, pedi perdão e o beijei nas mãos que tinham uma espécie de ferida não antes notadas por mim.

Fui logo falando “eu lhe perdi meu Deus, achando que era culpado pelo meu desespero eu o abandonei, depositei minha arrogância em ti, mas pai, eu percebi que sem você não mais posso seguir“.

Deus como meu pai me pegou no colo e carregou, disse que nunca me abandonou sempre esteve ali. Perguntei sobre suas feridas e a resposta me corroeu pelo mau filho que não as senti.

As feridas foi o preço meu filho que tive que pagar ao ver que estava sozinho pro mal não te pegar, mas agora está tudo bem pois não mais sofrerá pois como todo filho arrependido logo voltou pro pai.

Então eu percebi o preço que ele teve que pagar, e ao ler o diário logo entendi que pro pai devia voltar.

Lucas 12:34 – Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.


Nunca se permita ao abandonar, o perder Deus. Ele fará tudo por você, mesmo que você pense que Ele o abandonaste. Jesus Te Ama. abraços.